1ª Fase, 2ª Fase, Concurso, OAB

Por que diante de uma avaliação é assumido um comportamento tão autocrítico?

27/07/2021 Por Equipe de Conteúdos CEISC

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Vivemos em uma sociedade em que nos iludimos ao fantasiar que a vida do outro seja perfeita e permeada somente por acertos, o que faz com que não possamos tolerar os erros e a capacidade de frustrar-se. A partir deste viés, será gerado um sentimento de autocobrança fazendo com que se tenha que atingir o máximo possível de expectativas internas e externas, que por vezes, ultrapassam os próprios limites e o próprio tempo.

Entender que a vida não é linear é importantíssimo para que um processo de crescimento e evolução interna aconteçam, bem como compreender que não atingir o resultado esperado não é sinônimo de fracasso. Diante da intolerância ao erro, comumente o estudante tende a criar pensamentos autodestrutivos como punição e não reflete que o erro é inerente a aprendizagem. O que acontece também é deixar de apostar em seus desejos por medo de fracassar, impedindo de se conhecer e de testar seus conhecimentos.

A autocrítica excessiva acarreta diversas consequências negativas psíquicas, nas quais se destacam a dificuldade em lidar com a possibilidade de se frustrar e também o sentimento constante de pendência consigo e de insatisfação pessoal, o que está ligado diretamente com sua autopercepção.

Quantas vezes você já repetiu as seguintes frases para si: “Eu não vou conseguir”, “eu não sou boa/bom o suficiente”, “eu poderia ter feito melhor”, “tudo sempre dá errado”?

Frases como essas retratam a desvalorização dos seus progressos e sobre aquilo que vem buscando evoluir dentro do você.

Por isso, para lidar com a autocrítica você precisará:

  • Reconhecer suas potencialidades e valorizar seus progressos ao invés de se ater somente aos seus erros.
  • Construir cronogramas de estudos com prazos realistas que respeitem os seus limites.
  • Entender que você não precisa dar conta de tudo. Pelo contrário, tente dividir em partes os seus estudos e focar no que é possível de se fazer dentro das suas condições de vida.
  • Aceitar que a perfeição não existe. Acreditar em um “ideal” de estudos só alimentará ainda mais a autocobrança.
  • Não comparar sua trajetória de vida com a do outro. Lembrar que você tem o seu próprio tempo é protetivo e produz autocuidado.
  • Começar a enxergar os seus esforços. Tenha certeza que você já vem entregando o seu melhor, diante daquilo que consegue neste momento.
  • Se autorizar a descansar e não ser tão duro(a) com você. Seu valor não está apenas naquilo que você produz, está também naquilo que você é e como se sente frente a sua vida.
  • Exercer a compaixão consigo mesmo. Você se ama, se acolhe, se valoriza e se ampara tal como faz com os outros?
  • Pedir por ajuda. Você não precisa lidar com o seu sofrimento sozinho(a). Saiba reconhecer a importância de buscar por apoio psicológico nos momentos em que você estiver fragilizado.

 

Com carinho, da psicóloga Caroline 💙

  • Raphael Kenji de Morais Kakumu

    Simplesmente adorei, parecia que tinha lido meus pensamentos.
    Ótima postagem, tenho um quadro grave de ansiedade e hoje em especial foi um dos dias mais difíceis, mas após ler tudo, me senti mais aliviado.
    Esse curso, essa equipe, esses professores são os melhores, tenho muito orgulho de fazer parte dessa grande família.

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