Susepe: como foi o último concurso

Saiba como foi o certame realizado em 2017 pela Superintendência de Serviços Penitenciários

No decorrer deste ano, a expectativa pelo futuro concurso da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) aumentou entre os concurseiros. Anúncios como a formação do Grupo do Trabalho – veiculado no Diário Oficial gaúcho em agosto -, a expansão do programa Avançar – detalhado pelo governador Eduardo Leite no último dia 19, e que agora contempla também os Sistemas Penal e Socioeducativo-, e a Proposta de Emenda à Constituição 291/2021 – que institui a Polícia Penal do Estado do Rio Grande do Sul-, são alguns dos incentivos para ficarmos atentos às novidades referentes ao certame.

Além dessas notícias citadas, 405 novos servidores foram chamados pela Susepe na última terça-feira (23) para tomarem posse. Os 351 agentes penitenciários e 54 agentes penitenciários administrativos são os últimos aprovados do edital de 2017.

Enquanto aguardamos pela divulgação do novo edital, vamos revisitar o certame de 2017, e conferir a estrutura das avaliações aplicadas pelo concurso.

A última prova

O concurso em questão selecionou candidatos para as vagas de Agente Penitenciário, de nível superior, e Agente Penitenciário Administrativo, de ensino médio. Foram disponibilizadas 100 vagas, com remuneração de R$ 3.483,63; e 620 vagas, com remuneração de R$ 4.317,87, respectivamente.

Sob responsabilidade da Fundação La Salle, o certame contou com prova objetiva, de aptidão física, avaliação psicológica e investigação social e funcional do candidato.

A prova objetiva contou com 80 questões de múltipla escolha, distribuídas entre as matérias abaixo.

Agente Penitenciário:

  • Legislação Aplicada (30);
  • Língua Portuguesa (20);
  • Informática (10);
  • Raciocínio Lógico (10);
  • Conhecimentos Gerais (10).

Agente Penitenciário Administrativo:

  • Legislação Aplicada (30);
  • Língua Portuguesa (20);
  • Informática (10);
  • Raciocínio Lógico (10);
  • Conhecimentos Gerais (10).

Já a prova de aptidão física contou com três exercícios específicos:

  • Teste de resistência abdominal de um minuto, com mínimo de 30 séries para homens e 20 para mulheres;
  • Teste de corrida de 12 minutos, com distância mínima a ser percorrida de 2.400m para homens, e 2.100 para mulheres;
  • Teste de flexão de braço (apoio), com 10 séries em até um minuto.

Para acessar os editais na íntegra, acesse os links abaixo.

Agente Penitenciário

Agente Penitenciário Administrativo

Como é ser um Agente Penitenciário

Apesar de ser uma posição que trabalha diretamente com ações ostensivas e de controle – como rondas, revistas e fiscalizações em geral – o cargo de Agente Penitenciário possui pecualiaridades, que só são percebidas a partir do contato com suas atribuições durante a rotina. Marilene Fátima Cornelius, agente penitenciária no Presídio Estadual de Santo Cristo – à 510 km de Porto Alegre – nos contou um pouco de sua rotina e como foi sua chegada à Susepe.

“A prova (do concurso) foi realizada em março de 2006, o curso (preparatório) em agosto, e a efetivação aconteceu em julho do ano seguinte. A preparação foi através de um intensivo, durante todos os períodos do dia, mas acredito que atualmente os cursos são bem mais completos e qualificados, pois o agente termina ele já com porte para pistola”.

Quanto a sua rotina como Agente, Marilene explicou que as funções do cargo exigem atenção máxima, mesmo durante seu descanso. “O profissional da Susepe, ao contrário do que muitos pensam, realiza uma atividade que exige muito dele. Atenção para as nuances da rotina, observar tudo e todos inclusive nos horários de folga, saber tomar decisões de maneira rápida que, por vezes, podem resultar em uma morte. Ainda mais atualmente, com a presença das facções na rotina dos presídios”, explica a Agente.

Perguntada sobre o papel de controle que o Agente precisa ter, assim como o desempenho de suas funções que visam o assistencialismo, Marilene conta que o contato com a história dos internos é constante, e que a função pode ser mais complicada, dependendo do perfil do profissional. “Não é um simples abrir e fechar de portões, nem conduzir internos para audiências e consultas. São vidas, são destinos. No início, é difícil para muitos, dependendo do perfil de cada um. E falo mais por mim, como mulher, e que tinha uma vida bem tranquila, totalmente diferente desse mundo que vim a conhecer. Este papel assistencial do agente é uma simbiose do servidor penitenciário com: médico, enfermeiro, psicólogo, assistente social, socorrista, gerenciador de crise… mas têm muitas histórias, tu acaba vendo muitas situações envolvendo a vida dos internos, suas famílias, os motivos que levaram eles a estarem lá.”


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